Idéias Insólitas


Blog movido

Resolvi tentar a vida em outro servidor, achei mais fácil mexer no layout lá. E também pra ter um fresh start nesse recomeço de atividade blogueira. Então, daqui pra diante, as postagens serão feitas em http://ideiasinsolitas.blogspot.com/. Te vejo lá.



Escrito por Diogo às 00h07
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Indicações

Ai ai, a inveja... esse sentimento que sempre é execrado e mal visto, como um símbolo de gente baixa e sem capacidade. Realmente, não vou dizer que sou a pessoa mais capaz do mundo, mas não creio que seja tão mal sentir uma invejinha de vez em quando. Digo isso (meio em tom de defesa) porque o que me leva a escrever esse post e me dá vontade de retomar o blog, é justamente essa coceirinha que me dá quando eu vejo gente maneira fazendo algo que eu quero fazer (ou mesmo que eu já fiz).

Então, depois dessa breve introdução, aí vão os nomes dos bois: não deixem de ver o blog Olhômetro (depois eu linko todos eles aqui), que é mais ou menos o que eu fazia aqui, com a diferença que a blogueira é mais dedicada (post quase diários! eu nunca postei mais de um em uma semana...). Outro blogueiro que faz algo que eu gostaria de fazer é o Denis Pacheco, do Topismos - um blog sobre tops (as listas, não as peças de roupa), e esse sim eu admito não ter capacidade pra fazer. Nunca fui tão a fundo em cultura pop pra me passar por autoridade no assunto. Mas crítica de música-tv-cinema sempre foi algo que me atraiu e eu realmente trabalharia com isso se eu pudesse. E por fim, porque fazer uma propaganda pros amigos é bom também, tem o blog da minha ex-colega de curso Raquel (ela se formou, eu não), o Desacanhamento Poético. Confesso que nunca fui um grande leitor de poesia, nem nunca levei a sério as minhas poucas tentativas de produzir algo nesse sentido, mas o que me desperta uma invejinha da Raquel é que eu não consigo ser tão abstrato como eu gostaria de ser. E antes que venham me dizer (como já o fizeram várias vezes) que eu sou abstrato, sim, eu chamo a atenção para o fato de que ser analítico não é o mesmo que ser abstrato - e eu me considero um sujeito extremamente analítico e muito pouco abstrato.

Enfim, acho que os bons trabalhos tem que ser divulgados, e é por isso também que eu não divulgo muito o meu esporádico e empoeirado blog, já que eu não tenho paciência de postar, nem leitores, nem paciência com leitores, e nem leitores com paciência de esperar eu postar. Fim.

Ah, um PS... a minha mãe montou um blog também, pra falar de coisas diversas - arte, artesanato, a vida, o universo e tudo o mais, e principalmente sobre as pesquisas dela na área de gerontologia e psicopedagogia -, chamado Idéias e Ideais (eu nao tenho nada a ver com isso, foi coincidência). O link pra todos eles está ali do lado direito da página. E vem blog novo meu em conjunto com a Fabiana, minha esposa e única leitora. Quando sair eu divulgo aqui.



Escrito por Diogo às 13h10
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Novos tempos

Tive por esses dias uma experiência interessante. Estava eu indo ao correio, por volta das nove da manhã, e como sempre, o trânsito estava horroroso, o que geralmente não é problema pra mim, que só ando a pé. Por que eu mencionei o trânsito? Porque lá pelo meio do caminho eu avisto um sujeito empurrando o carro que apagou, com uma fila enorme de motoristas estressados atrás dele, buzinando e xingando, obviamente. Na faixa da direita, o homem tentava não atrapalhar o fluxo, mas não conseguia fazer o carro pegar. Quando o sujeito me viu, andando, livre leve e solto, me deu um aceno, e não precisou dizer nada, era evidente que ele precisava de ajuda pra empurrar. Dei uma corridinha, pra alcança-lo, e comecei a empurrar. Ele me gritou: "dá um impulso pra eu ver se consigo fazer pegar". Eu continuei empurrando, sem dizer palavra, ele entrou no carro, o carro pegou, ele pôs a mão com o polegar esticado pra fora da janela, e foi embora, apaziguando os ânimos dos motoristas presos atrás dele, que ainda buzinavam sem dó.

Não pude deixar de pensar que esse é o tipo de interação social que melhor representa esse nosso tempo internético. Rápido, superficial, meramente utilitário, e, em grande parte das vezes, anônimo. É o que acontece nesses fóruns de discussão, onde a pessoa cria um tópico do tipo "meu gravador de dvd não funciona, hlp plz?". Aparece alguém, dá o empurrãozinho, o sujeito poe o polegar na janela (ou escreve Vlw), e acabou-se. Mais rápido e mais superficial que a conversa com o anônimo ao lado enquanto espera o ônibus (reminiscências de Tyler Durdeen?).

Entretanto, me agrada ver que há ainda a velha cooperação desinteressada, que muita gente reclama que não existe. Eu acho que as pessoas gostam de reclamar de tudo, de dizer que o mundo está perdido, que as pessoas só pensam em si... mas eu vejo acontecerem boas ações todos os dias, pessoas que ajudam as outras sem qualquer tipo de interesse. O que dizer da multidão de anônimos que faz a wikipedia, que apesar das suas falhas é extremamente util (mesmo que seja pra pesquisar cultura inútil)? É claro que não é todo o mundo que é prestativo, mas a gente não precisa de um multidão de bons samaritanos - até porque seria um saco as pessoas te perguntando toda hora se você quer ajuda. Às vezes queremos resolver os nossos problemas sozinhos, do nosso jeito. De qualquer forma, apesar do ato de oferecer auxílio não ser tão comum quanto gostaríamos, eu acho que ainda mais raro é alguém que se nega a fornecer ajuda quando solicitado.

Só acho uma pena que este tipo de interseção na vida das pessoas não seja suficiente pra estabelecer uma ligação menos efêmera e rasa. Talvez seja o mal das grandes cidades, você ajuda alguém e nunca mais vê essa pessoa. Voce bate um papo no ponto de ônibus e depois nunca mais encontra a velhinha. Metrópoles não são bons lugares pra se viver. Talvez seja a efemeridade das conexões que leve as pessoas a tentar contar toda a história da vida delas em 5 minutos. Do que eu to falando? Nada não... é só um gancho pra outro post.



Escrito por Diogo às 21h03
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Um miniconto

Os olhos ardendo, o gosto morno e metálico de sangue na boca, ele olha para cima e vê a frenética e descompassada dança da vitória de seu inimigo.

Escrito por Diogo às 12h27
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Um aviso aos navegantes

Navegantes, desocupados e afins: não vou fazer propaganda contra, até porque não fiquei no site tempo suficiente pra saber se é bom ou não, mas só pra que não digam que ninguém avisou, aí vai: não entrem no hi5 a menos que você realmente queira entrar e participar. Se ainda assim você o fizer, eles vão pedir a senha do seu email, dizendo que vão buscar amigos na sua lista de contatos.

NÃO FORNEÇAM A SENHA DO EMAIL, porque o hi5 envia, SEM AVISAR, convites para TODOS na sua lista de emails!

De repente, aquele cara com quem você nem conversa mais porque ele roubou sua namorada estará recebendo convite para ser seu amiguinho no hi5. O seu professor da faculdade, e até aquela pessoa que vc só contatou uma vez pra pedir um favor ou informação estará recebendo um convite seu. Eu caí nessa, estou avisando para que outros não caiam, porque do jeito que essa praga está se espalhando de lista de email em lista de email, se você ainda não recebeu um convite, prepare-se, pois vai receber um monte.

Escrito por Diogo às 08h27
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A volta do Regresso

E eu que achava que isso já tinha sido desativado... mas é sempre assim, eu passo um tempo longe da minha garota, e dá vontade de escrever aqui. Sim, toda aquela produção de três anos atrás era falta de mulher mesmo. Dá o que pensar, não? Principalmente se considerarmos que Bernard Shaw só perdeu a virgindade aos 29 anos, não bebia e nem comia carne. O que ele tinha pra fazer na vida? Vai escrever, meu filho!

Ei, pera aí!

Eu não bebo.

Eu sou vegetariano.

...

Bem, a minha virgindade eu perdi aos 18, isso eu garanto!
Além do mais, se fosse pra ser escritor, eu preferia ser um Nick Hornby, que ganha muito mais dinheiro.
Pena que escrever dá tanto trabalho...

Escrito por Diogo às 15h46
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Títulos são coisas irrelevantes em blogs

Eu tinha medo de sapo, hoje não tenho mais, embora ainda mantenha um certo respeito por eles. Louva-deuses - será que é assim o plural - ainda me assustam, mesmo depois de desfeito o mito tenebroso e completamente ridículo que me colocaram quando eu era criança, de que os bichinhos eram venenosos. É lógico, que com uma cabeça triangular e um olhar satânico como o deles, ninguém precisa ser venenoso pra meter medo. Não é estranho que certas coisas que não são apenas aparentemente inofensivas, mas que são sabidamente inofensivas continuem a nos meter medo? Na verdade, nem era sobre isso que eu ia escrever, era uma espécie de declaração romântica pra minha noiva, travestida de uma tentativa de criar alguma literatura, e acabei me desviando do assunto. Justamente por isso, nem sei onde eu quero chegar om esse texto, foi apenas uma divagação momentânea. De qualquer modo, os ornitorrincos tem um esporão venenoso, mesmo sendo tão bonitinhos, e isso já é o suficiente pra eu não confiar no quer quer que seja.

Escrito por Diogo às 20h25
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Eu finalmente, depois de ler muita Superinteressante e estudar filosofia existencialista, descobri o que acontece depois da morte!!! Se ninguém pensou nisso ainda então eu sou um gênio, porque é a melhor definição para o processo de término da vida, de uma maneira perfeitamente lógica e com bases científicas. Mas é claro que alguém já deve ter essa teoria, porque no fundo ela é uma dedução óbvia dos relatos de experiências de quase morte. Mas, que pena, eu só vou contar para um número extremamente limitado de pessoas. Ou você acha que esse tipo de conhecimento é pra ser colocado na internet pra qualquer um deturpar as minhas palavras? Nananinanão, pra saber tem que merecer!! Prove seu merecimento, e eu lhe mostrarei a verdade! Ou não.

Escrito por Diogo às 23h44
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Ha-ha-ha! Um ano depois de sua morte, quando todos já imaginavam que sua carne estava putrefata, eis que uma mão surge quebrando a tumba e o silêncio, tal como uma mariposa que surge de um casulo, exibindo a sua nova forma!

Sim, estamos de volta, agora já sem leitores, ainda bem, que eu não tenho paciência de escrever por obrigação. E já que ninguém vai ler, a não ser você que caiu aqui por engano, não vou tentar estipular uma frequência de posts. Escrevo quando me der vontade, lê quem tem tempo. Palavras ao vento ainda são palavras. Talvez o ar deslocado sirva pra alguma coisa.



Escrito por Diogo às 18h58
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Crianças, a fonte secou...e também não tenho mais tanto tempo de ficar escrevendo aqui... mas não se preocupem, ainda podeis me encontrar no Orkut, é lá que tenho descarregado as minhas maluquices. Sendo assim, contentem-se com as reprises, pois eu declaro oficialmente esse blog MORTO.

Escrito por Diogo às 12h25
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Puta que pariu!

Acabei de peceber, eu fiquei distraído lendo os meus e-mail, e enquanto isso alguém roubou a minha pasta aqui no laboratório!!!

Escrito por Diogo às 11h53
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Poesias

Achei um site muito bom: Jornal de poesia. Essa aí embaixo é uma interpretação do Antônio Abujamra, eu peguei no site de Provocações. A íntegra está no JP. Vou pôr o link aí no lado. O poeta que você procurar, tem.

Escrito por Diogo às 13h56
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Tabacaria - Fernando Pessoa

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto, do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é.
(e se soubessem quem é, o que saberiam?).
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente, para uma rua inacessível a todos os pensamentos, real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, com a morte a pôr umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, com o destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer e não tivesse mais irmandade com as coisas, senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua a fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada de dentro da minha cabeça, e uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo à tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora, e à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram, desci dela pela janela das traseiras da casa. Fui até ao campo com grandes propósitos, mas lá encontrei só ervas e árvores, e quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira.
Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso ser tanta coisa! E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos! Gênio?
Neste momento, cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu, e a história não marcará, quem sabe, nem um, nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas! Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo não estão nesta hora gênios para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas – sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas – e quem sabe se realizáveis, nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar e não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez. Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo. Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e serei sempre, o da mansarda, ainda que não more nela; serei sempre o que não nasceu para isso. Serei sempre o que tinha qualidades. Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta e cantou a cantiga do infinito numa capoeira, e ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada. Derrame-me a natureza sobre a cabeça ardente o seu Sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo, e o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas, conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama.
Mal acordamos e ele é opaco, levantamo-nos e ele é alheio, saímos de casa e ele é a terra inteira, mais o sistema solar e a Via Láctea e o indefinido.
Come chocolates, pequena, come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates. Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Como, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes! Mas eu penso, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho, deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei a caligrafia rápida desses versos, pórtico partido para o impossível.



Escrito por Diogo às 13h51
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Os pêlos da taturana

Tô sem inspiração pra escrever aqui. Isso não é novidade, nem é o pior, já que consiste em não fazer nada. Mas eu acho chato mesmo quando eu tenho algum texto. Porque aí o difícil não é eleborar o post, estabelecer uma linguagem, etc. Complicado é achar um título de efeito. Dá uma olhada aí embaixo. Só dá título óbvio e pouco atraente. Outra coisa ferrada é terminar bem um texto. Por isso, como eu tô revoltado, vou deixar esse aqui inacab

Escrito por Diogo às 10h41
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Orkut

E eu achava que esse blog é coisa de louco... Não digo mais nada. Juntem-se a nós, orkuteiros, e descubram.

Escrito por Diogo às 13h10
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